História de São Luís-MA
História de São Luís-MA

São Luís-MA


O território, antes  habitado por nativos de uma aldeia tupinambá, situado em pleno Golfão Maranhense à entrada da Baía de São Marcos formada pelos estuários do Rio Anil e Bacanga, que hoje é a cidade de São Luis, principal cidade do Maranhão, foi ocupado e fundado por Daniel de La Touche, o Senhor de La Ravardiére e mais outros quinhentos franceses em 08 de setembro de 1612, na Ilha de Upaon- Açu (Ilha Grande) assim denominada pelos indígenas, para desenvolver uma colônia de seu país no local. Os principais fatos da presença francesa em São Luís foram: Primeira Missa em 12 de agosto de 1612 e Batalha de Guaxenduba. 


Portugal ao perceber a ocupação do território brasileiro pelos franceses resolve se organizar de forma a expulsá-los. Dessa forma, Portugal envia tropas para expulsar os franceses da região, o que ocorreu em 1615. Quatro anos depois, Portugal envia portugueses para colonizar o território nordestino. Após conseguir o título de Vila nesse período, chegaram novos problemas para o povo português em 1641. 


Jon Cornellizon Lichthardt juntamente com uma expedição de 2000 holandeses sob o comando de Pierre Boas atacam e tomam a cidade de São Luís, saqueando casas, igrejas e aprisiona o governo português. No período de governo holandês, a cidade decaiu em vários setores, o que seria irreparável se em 1644 o governo português não tivesse expulsado os holandeses do nordeste brasileiro. 

 

São Luís foi habitada por franceses e holandeses mas, de fato, foi edificada sob domínio português durante os séculos XVIII e XIX. Nas construções foram usados azulejos vindos a maior parte de Portugal. Por isso a capital do Estado do Maranhão, é conhecida como a “Cidade dos Azulejos”. Revestir as fachadas dos prédios com azulejos atendia às condições climáticas da região que, pela sua posição geográfica, apresenta um clima com as seguintes características: muito quente durante o verão e um inverno com bastante chuva. O uso de azulejos nas fachadas permitiu obter um melhor isolamento térmico, tornando os interiores mais frescos, pois a superfície clara dos azulejos reflete, com eficiência, os raios solares bastantes intensos na linha do Equador. Como conseqüência a temperatura dentro dos imóveis se torna mais amena e agradável.


Pelos idos de 1860, com o início da Guerra Civil Americana, a região passou a fornecer algodão para a Inglaterra. A riqueza proporcionada por essa atividade foi usada para modernizar a cidade, com a chegada de religiosos para lecionar nas suas escolas e a implantação de redes de água e saneamento. A cidade chegou a ser a terceira do país em população, mas no fim do século XIX a agricultura entra em decadência e, desde então, a cidade busca outras atividades para manter-se.

 

Devido à sua localização favorável à atividade portuária, São Luís tornou-se, no período colonial, importante centro de exportação de algodão e cana- de- açúcar.


Dessa forma, a cidade que antes recebeu o nome de Saint Louis foi batizada de São Luis e oficialmente elevada a cidade em 1679. Em 1997, a cidade é tombada pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.

 

Um mergulho na história maranhense deve começar pelo Museu Histórico e Artístico do Maranhão, a Cafua das Mercês, o Museu de Arte Sacra, o Museu de Artes Visuais e a galeria de arte Nagy Lajos. Instalado em um casarão do século XIX, o Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, também conhecido como Museu do Folclore e Arte Popular, possui um dos acervos folclóricos mais completos do País e é, sem dúvida, uma das visitas imprescindíveis para quem deseja conhecer a fundo o populário maranhense.

 

Por seu turno, a tradição católica portuguesa se revela em um conjunto de igrejas, onde se destacam a Igreja da Sé, que abriga o Palácio Arquiepiscopal; a Igreja de São João, onde estiveram os restos de Joaquim Silvério dos Reis; a Igreja do Desterro, construída a partir de uma ermida profanada pelos holandeses; a Igreja dos Remédios, exemplar de estilo gótico estilizado; Igreja de São Pantaleão, Igreja do Rosário, Igreja de Santana e Igreja de Santo Antônio, onde se originou, no início do século XVIII, o célebre processo movido pelos franciscanos contra formigas, acusadas de ataques à despensa e de ameaça à segurança do convento.

 

São Luís-MA oferece várias praças no centro, com destaque para o Largo dos Amores (onde se ergue a estátua do grande poeta Gonçalves Dias), Largo do Carmo, Praça do Panteon, Benedito Leite e Odorico Mendes. São paradas obrigatórias as construções como a Fonte das Pedras, local onde acamparam as tropas de Jerônimo de Albuquerque; o Convento das Mercês, que abriga o Museu da Memória Republicana , e a Fonte do Ribeirão, com suas cinco carrancas de pedra, estátua de Netuno e galerias subterrâneas cuja utilização ainda divide opiniões e incendeia a imaginação popular.

 

Os palácios de São Luís também merecem destaque: Palácio dos Leões onde, inicialmente, abrigou o Forte Saint Louis e atual sede do governo Estadual do Maranhão, Palácio La Ravardière, sede do poder municipal, Palácio Episcopal, onde abriga o colégio e a Capela de Nossa Senhora da Luz, Palácio Cristo Rei, na Praça Gonçalves Dias e o Palácio da Viração que recebe, também, o nome de Palacete Gentil Braga. Visita obrigatória deve ser feita ao Teatro Arthur Azevedo, construção do século XIX.

 

Passeando pelas antigas ruas de São Luís, o visitante se deparará com vários casarios que marcam a história da capital do Maranhão: Edifício São Luís, conhecido como o casarão de maior fachada de azulejos portugueses da América Latina, Escola Técnica do Centro Caixeiral, a primeira escola para mulheres da cidade e Casa Nobre de D. Ana Jansen. A Casa das Tulhas é um mercado situado no centro da Praia Grande, onde é comercializado o artesanato maranhense, restaurantes populares, entre outros produtos.

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