Centro Histórico
Centro Histórico


Ruas estreitas, becos, casarões, prédios coloniais, escadarias, azulejos e sobradões. É impossível resistir a este cenário, possuindo três mil e quinhentas construções ocupando uma área de 250 hectares. O Centro Histórico de São Luís é um dos lugares preferidos por parte de quem mora ou visita a capital maranhense.


O casario, azulejos, revestimentos interno e externo; tudo remete para essa excelência na história de São Luís-MA.


São Luís nasceu diferente. Fundada por franceses, invadida pelos holandeses e colonizada por portugueses. A cidade abriga edificações históricas, uma adaptação do estilo neoclássico ao clima equatorial. Apesar da influência de seus inúmeros colonizadores, São Luís é um exemplo típico de cidade colonial ibérica. 


A Ilha do Amor como é conhecida a capital maranhense, preserva o traçado urbano ortogonal, com quadras retangulares e imóveis de altura reduzida. O conjunto arquitetônico é composto por prédios dos séculos XVIII e XIX, período em que a região era uma grande exportadora de arroz e algodão. São Luís destacava-se como um dos quatro maiores centros comerciais brasileiros, atrás apenas de Salvador, Recife e Rio de Janeiro.


Em 1997, a cidade foi tombada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) como Patrimônio cultural da Humanidade. O título foi concedido a partir do reconhecimento do rico acervo arquitetônico.


A estagnação econômica que atingiu o Maranhão no século XX foi o maior responsável pela conservação de São Luís. Com a economia em banho-maria, não havia recursos para a renovação urbana que descaracterizou grande parte dos centros históricos brasileiros. Hoje, existem cerca de 4.000 imóveis de valor histórico, por suas fachadas com azulejos e divisão interna peculiar.


 

 

 

FONTE DO RIBEIRÃO


Endereço: Rua do Ribeirão, Centro.

 

Tombada pelo Governo Federal em 1950, a Fonte do Ribeirão resiste ao tempo e se afirma como um dos mais importantes símbolos afetivos da cidade de São Luís. Ocupando um ponto privilegiado na geografia do Centro Histórico, a Fonte do Ribeirão foi construída há quase 200 anos, por Fernando Antônio de Noronha que, no final do século 18, sucedeu a Leite de Foyos no governo da província.

 

 

 

 

BECO CATARINA MINA


O Beco Catarina Mina (Praia Grande) é um dos poucos logradouros do Centro Histórico de São Luís que leva nome de uma mulher, quiçá o único em homenagem a uma negra. Em 1930, o lugar teve seu nome mudado para Rua Djalma Dutra, em homenagem a um dos heróis da revolta do Forte de Copacabana em 1922. O beco que começa na Avenida Pedro II (Largo do Palácio) e finda na Travessa da Alfândega (Rua João Gualberto), nos muros da Câmara Municipal, nascia na praia de Acaju, à beira do mar, correspondendo à entrada lateral do Palácio.


Uma ladeira bem íngreme, o beco recebeu mais tarde uma escadaria de 35 largos degraus em pedra de lioz, datada do século XVII existente até os dias de hoje, entre as ruas Nazaré (Joaquim Távora) e do Trapiche (Rua Portugal). No local encontram-se lojas de artesanato, agência de viagens, grupos de teatro, e alguns bares aconchegantes, entre eles o Bar Catarina Mina.História – Catarina Mina, ou Catarina Rosa Pereira de Jesus, era uma das mais belas negras escravas da cidade, dona de uma barraca ao pé da ladeira da rua da Calçada (“Canto do Tonico”), onde vendia bastante apreciado pelos moradores. Da região de Costa da Mina (Golfo da Guiné) na África de onde veio grande parte dos escravos do Brasil, a negra comprou sua alforria graças ao dinheiro recebido de seu trabalho e, segundo contam, dos favores prestados aos comerciantes portugueses endinheirados da Praia Grande. Com a fortuna comprou também a alforria de muitos de seus amigos.


Liberta, tornou-se senhora de escravos com quem sempre passeava pelas ruas da cidade. Suas escravas a seguiam em corteja vestidas caprichosamente de rendas e bordados e ajaezadas com muitos colares, pulseiras e brincos de ouro. Mas, descalças, segundo sua condição. A dona, à semelhança de seu séquito, vestia finas sedas e brocados, com jóias que cobriam colo, orelhas e braços, para estar em igual paridade às damas da época. Se antes, sem os brios, já era cortejada pelos homens, imaginem depois do banho de loja.

 

 

 

CONVENTO DAS MERCÊS


O Convento das Mercês, que também já foi um quartel, e sede da Fundação da Memória Republicana; foi eleito recentemente uma dos Sete Tesouros de São Luís. Sua construção foi iniciada em 1654, quando chegaram à cidade os mercedários João Cerveira (maranhense de Alcântara) e Marcos Natividade, vindos de Belém, que se juntaram aos frades Manoel de Assunção e Antônio Nolasco, além do leigo João das Mercês. Foi erguida ali em taipa coberta de palha.

 


No ano seguinte, em terreno adicional, reedificaram as instalações em pedra e cal, construindo a capela-mor. Segundo o professor Jomar Moraes, “criado pelo Convento do Pará, o Convento das Mercês de São Luís e de Alcântara formavam, com o primeiro, uma vicaria dependente de provincial sediado na Espanha. É provável que esteja aí um dos motivos das diversas medidas restritivas que a Ordem sofreu, inclusive a de absoluta submissão ao arbítrio episcopal, que abrangia ilimitada ingerência no destino de seus bens”.

 


Com a Independência do Brasil (7 de setembro de 1822), iniciou-se um processo de esvaziamento do imóvel que resultou em seu abandono. Somente em meados do século XIX o logradouro passará por intervenções, destinando-se seu espaço para sede do Seminário Menor. Em 5 de maio de 1905, o prédio foi vendido para o Governo do Estado do Maranhão, que tratou de fazer novas intervenções na arquitetura original, invertendo, inclusive, as frentes do convento e da igreja anexa (que davam para o mar) e lhes conferiu a unidade de fachada única.

 


Restauração  As intervenções foram de responsabilidade do Tenente Coronel Zenóbio da Costa. O motivo era simples, o local abrigaria o quartel da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado, que permaneceram ali até o final da década de 1980, quando os batalhões foram transferidos para as sedes atuais.

 


Com a saída das milícias, o imóvel passou por novas reformas (1987-1990). A entrada principal está voltada para Rua Jacinto Maia, protegida por canteiros de palmeiras e retirados os anexos que descaracterizavam a obra, descobertos os arcos originais e o poço. Nesta restauração, encontraram-se os alicerces da igreja demolida. Hoje, com 5.800 m² de área construída é palco de eventos culturais e artísticos, como o Maranhão Vale Festejar, o São João fora de época de São Luís.

 

 

 

CAIS DA CONSAGRAÇÃO


Endereço: Avenida Beira-Mar, Praia Grande.

Até o início da construção do Porto do Itaqui na década de 1960, foi o principal porto da cidade de São Luís. Foi construído no início da década de 1860 em alvenaria e no projeto original, iria até o Convento das Mercês, mas por falta de recursos, foi limitado a onde hoje fica o cais da Praia Grande. O cais se estende até próximo à Praça Maria Aragão.


Grande extensão de muralhas de avultada espessura, construída em alvenaria de pedra e reboco, que se estende desde a Praia do Caju até a Rampa do Palácio. É interrompida por três rampas: Praia do Caju, das Palmeiras e, logo após, o Baluarte de São Cosme. Os muros são dotados de bancos embutidos. Em toda a sua extensão é circundado pela Av. Jaime Tavares, em belo trecho com arborização de coqueiros. As duas meias-laranjas correspondentes aos baluartes de São Cosme e São Damião do Castelo, ao lado do Palácio dos Leões, vêm quebrar seu sentido retilíneo. O monumento da Pedra da Memória e o Coreto da Praia Grande estão nesse percusso. A construção do Cais teve como objetivo evitar a escavação e o desmoronamento do baluarte, facilitar a comunicação entre a Praia Grande e as ruas que terminam no mar, acabar com o pântano, que existia desde o Baluarte até os Remédios e, por fim, dar melhor estética à vista da cidade. Foi projetado sob interesses do capitão general D. Diogo de Sousa, Conde do Rio Pardo. O escritor maranhense Josué Montello imortalizou-o no romance Cais da Sagração, em que exalta a figura do Mestre Severino.

 

 

 

CASA DAS TULHAS


Endereço: Rua da Estrela, Praia Grande.

A "Casa das Tulhas" foi construída em 1820 com a finalidade de ser um espaço onde os lavradores pudessem guardar suas mercadorias e vendê-las pelo melhor preço. Em 1859, sob licença da Câmara de São Luís, a Companhia Confiança Maranhense assumiu a responsabilidade de retirar seus escombros para, em seu lugar, construir a atual Feira da Praia Grande. Circundado por casas comerciais, na parte externa, a Feira tem quatro entradas, sendo que na principal, se pode ver, ao centro da bandeira de ferro aberta em arco, as iniciais CM, alusivas à Confiança Maranhense e, logo abaixo, a data 1861, talvez alusiva ao ano da conclusão.


Este mercado, localizado na rua da Estrela, é ótimo para comprar comidas típicas e artesanato local. Lá os visitantes encontram doces, licores, cachaças, panelas e outros objetos. As sextas-feiras, os visitantes também podem assistir à apresentação de um grupo de dança maranhense.



 

CASA NHÔSINHO


Endereço: Rua Portugal 185, Praia Grande.

O museu está instalado em um dos mais imponentes prédios coloniais do Centro Histórico, com quatro andares e fachada recoberta de azulejos. O nome do espaço é uma homenagem ao artesão maranhense que, ao longo da vida, confeccionou brinquedos e figuras do folclore em buriti. No acervo da casa estão inúmeras obras de Nhozinho, com destaque para as delicadas miniaturas de personagens do Bumba-Meu-Boi. Também estão expostos objetos e artefatos do cotidiano regional, como pilões, carro de boi, utensílios de pesca e artesanato indígena. Aproveite as visitas guiadas para conhecer em detalhes cada um dos pavimentos.

 

 

 

CASA DO MARANHÃO


Endereço: Rua do Trapiche, Praia Grande. Funciona no Prédio da Alfândega e é um museu folclórico.

É um espaço que guarda um pouco das preciosidades das festas maranhenses. Foi criado em 2002 para mostrar a cultura do Bumba-meu-boi. A Casa faz parte do projeto Reviver, idealizado na década de 70, que visa a restaurar o Centro Histórico de São Luís e preservar assim construções da época do Império, além de transformar alguns prédios em museus que contam por meio de artesanatos, imagens, bonecos, esculturas, quadros a riqueza cultural do Estado.

 

 

 

CENTRO DE CRISTIVIDADE ODYLO COSTA FILHO


Endereço: Rua Santo Antônio 161,Centro

Tem sua origem no antigo Centro de Artes e Comunicações Visuais - CENARTE, criado pela Lei nº 4.102, de 06 de novembro de 1979. No final da década de 80, sofreu intensa reforma, sendo então aparelhado com teatro, (denominado, atualmente, de Alcione Nazaré), além de cinema, com 120 assentos. Por força regimental, tem o objetivo de promover a produção e a difusão artística do Estado, nas mais diversas formas de expressão, passando pela música, dança, artes plásticas, literatura e artes visuais em geral. Está localizado no Bairro da Praia Grande, zona histórica de São Luís, ocupando espaço, onde outrora funcionavam tradicionais casas comerciais atacadistas. Foi recentemente reformado e dotado de moderno sistema de climatização. Esta à disposição dos usuários nos horários matutino e vespertino, oferecendo cursos e oficinas nos mais diversos campos das artes, enquanto suas casas de espetáculo, o cinema e o teatro, realizam sessões no horário noturno.

 

 

 

CENTRO DE CULTURA POPULAR DOMINGOS VIEIRA FILHO


Endereço: Rua do Giz 221, Praia Grande.

Os embriões do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho foram o Museu do Folclore e Arte Popular e a Biblioteca do Folclore, criados no ano de 1971, mas somente instalados em 1976, passando a funcionar inicialmente na Rua do Ribeirão e depois na Rua de Nazaré. Em 1977, ocorreu a mudança para a Rua do Giz, ocupando, primeiramente, a casa de nº 205. Em maio de 1982, foi finalmente inaugurado, no sobrado de três pavimentos, do século XIX, nº 221, como Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, uma justa homenagem ao grande escritor maranhense.


Atualmente, o órgão abriga na casa de nº 205 a sua parte administrativa, enquanto a sua área de exposição está localizada no sobrado de nº 221, da referida Rua do Giz. Este circuito de exposição tem como entrada a Galeria Zelinda Lima, destinada às mostras do conjunto de coleções temáticas como: danças e folguedos (bumba-meu-boi, tambor de crioula, tambor de taboca, dança do lelê, tambaê de caixa, cacuriá, dança do coco, carnaval, careta-reisado da cidade de Caxias); religiosidade (tambor de mina, festa do Divino Espírito Santo, ex-votos, santos, presépios); cultura material indígena; artesanato; brinquedos populares; reciclados,além de coleções adjuntas como as de Domingos Vieira Filho, Nhozinho, João do Farol, Vítor Gonçalves, João Cupertino e da Colônia Nina Rodrigues. Conta, ainda, com uma pinacoteca, um auditório, uma loja de artefatos populares, uma biblioteca e uma oficina de conservação e restauração. O CCPDVF desenvolve, também, atividades de apoio material aos grupos folclóricos regionais e aos grupos de pesquisa e ensino no campo da cultura popular.

 

 

 

FONTE DAS PEDRAS


Endereço: Rua da Inveja, Centro.

A Fonte das Pedras foi construída pelos holandeses no século XVII, mas a atual fachada de estilo colonial português é datada de 1832. É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1963 e há um antigo portão que protege a entrada. A água jorra de carrancas esculpidas em pedra lioz. O local tem importância histórica para a cidade. Foi ali que a tropa liderada pelo comandante português Jerônimo de Albuquerque acampou antes da luta contra os franceses, que eram presididos por La Ravardière, em 1615. Anos depois, em 1641, a água da Fonte das Pedras foi canalizada pelos invasores holandeses, antes deles serem expulsos.

 

 

 

MUSEU DE ARTES VISUAIS


Endereço: Rua Portugal, Praia Grande.

O Museu de Artes Visuais - MAV - está situado na Rua Portugal, nº 237, Praia Grande, ocupando sobrado de fachada revestida de azulejos portugueses. Internamente é ligado a um prédio da Rua da Estrela, onde estão instaladas uma pequena biblioteca e a Galeria Nagy Lajos. Do circuito de exposição permanente, na Rua Portugal, constam objetos de artes plásticas como quadros, esculturas, gravuras, desenhos e pinturas, rótulos antigos e exemplares de azulejos do séculos XVIII, XIX e XX, de origem portuguesa, francesa e alemã. Um de seus destaques é a coleção de gravuras do escritor Arthur Azevedo.

 

 

 

MUSEU HISTÓRICO E ARTÍSTICO DO MARANHÃO


Endereço: Rua do Sol 302, Centro

O Museu Histórico e Artístico do Maranhão - MHAM, instalado na rua do Sol, nº 302, Centro, foi inaugurado em 1973. O local onde se encontra foi construído em 1836 para servir de moradia a família Gomes da Silva. O acervo do museu é constituído de peças dos séculos XIX e XX, como porcelanas, quadros e mobílias.


O circuito permanente reconstitui alguns ambientes de uma casa de época, na transição dos séculos XIX e XX, onde as peças são mostradas de forma didática, de modo que o público possa ver o acervo contextualizado dentro dos usos e costumes de um período histórico. O MHAM dispõe de completo sistema de informatização, teatro e galerias climatizados. Funciona das terças às sextas, das 9:00 às 19:00 horas.

 

 

 

PEDRA DA MEMÓRIA


A Pedra da Memória é um obelisco construído em 1841 em homenagem à maioridade do imperador D. Pedro II. Originalmente, o monumento ficava no Campo de Ourique, mas, posteriormente, foi transferido para o Cais da Sagração, onde se está até hoje.

O obelisco é feito em pedra de Cantaria e também recebe o nome de Baluarte de São Cosme e Damião. Suas estruturas estão protegidas por muralhas que pertenciam ao antigo Forte São Felipe, onde ficava rodeado por dois canhões que já não estão mais lá. 



CEPRAMA


Endereço: Rua de São Pantaleão, 1.232, Madre Deus

Inaugurada em 1893, funcionou até início dos anos 70 quando se tornou, após anos de abandono, o Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama). Enquanto fábrica, seu objetivo era produzir juta para obtenção de fibras têxteis. Tinha 105 teares, 28 máquinas operatrizes e 220 operários que produziam em média 1,4 milhões de metros de estopa por ano.

 

Construída em um terreno de grande declive, o prédio da antiga fábrica tem paredes espessas de pedras, que hoje estão aparentes em alguns espaços para apreciação pública; tem ainda telhas francesas de barro, sheds (telhados em forma de dentes de serra que propiciam a ventilação), telhas de vidro para captar luz natural e estrutura metálica (viga, pilares e calhas). Além disso, foi mantido até hoje, mesmo depois de algumas reformas, o detalhe no piso da entrada em ladrilho hidráulico.

 

Completam a arquitetura, uma bela fachada com vão de janelas em arco batido, janelas em madeira com veneziana protegidas por grades de ferro, os óculos, a platibanda, a calha de ferro trabalhado e, acima do portal, as iniciais da fábrica (CFTC) gravadas. Do maquinário antigo, resta uma peça que fica em exposição em um dos salões do local.

 

 

 

PALÁCIO DOS LEÕES


O Palácio dos Leões, sede política e institucional do Governo do Estado do Maranhão, figura como o endereço mais nobre da Ilha de São Luís. Com três mil metros quadrados de área construída e esculpido com o primor da arquitetura neoclássica, o forte erguido em 1612 pelos franceses transformou-se em um suntuoso palácio nos tempos do governador Joaquim de Mello e Póvoas, no ano de 1766. 

 


A obra de arte, que representa um dos maiores símbolos da cultura maranhense, guarda relíquias da história política do Maranhão. Seus salões nobres e luxuosos são recheados com um mobiliário eclético e exibem peças que remontam a mais de duzentos anos. São candelabros, castiçais, tapetes franceses, lustres de cristais, porcelanas finas trazidas de países como China, França e Áustria, e pratarias portuguesas. 

 


O acervo inclui ainda raridades como um Biedermier artesanal e o Arcais (móvel utilizado para guardar objetos eclesiásticos), que pertenceu à capela do Bom Jesus dos Navegantes. Uma das preciosidades é a coleção de Arthur Azevedo, comprada da viúva do teatrólogo. Há também quadros a óleo, alguns deles muito valiosos, como os de Eliseu Visconti, Vitor Meireles e Parreiras, que foram restaurados pelo pintor Euclides Fonseca. As obras de arte não podem ser tocados, fotografados ou filmados. 

 


O prédio é um dos mais antigos construídos na Ilha de São Luís, é hoje vigiado por duas imponentes estátuas de leões, em bronze, dispostas em frente à fachada e que representam o poder executivo. Na entrada principal, uma escadaria é o caminho para a ala nobre, com seus cinco salões principais. 

 


Para ter acesso aos ambientes disponíveis para visitação do Palácio dos Leões (exceto as áreas residencial e administrativa), basta agendar dia e horário com a Curadoria do Palácio, pelo telefone (98) 3232-9789, com até dois dias de antecedência, no caso de grupos. Visitas individuais não precisam de agendamento. 



PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA (Palácio La Ravardière)


Construído por volta de 1689, o antigo prédio da Casa de Câmara e Cadeia sofreu sucessivas reformas até adquirir as características atuais, passando inclusive a ser utilizado como sede da administração pública municipal.


 

De fachada simétrica, em dois pavimentos, centrada por uma caitela, decorada com concha e folhas de acanto estilizado, dando idéia de pequeno frontão, todo em estuque. Os vãos do segundo pavimento são em verga reta, decorados em estuque, janelas envidraçadas, balcão sacado, balaustrado, em argamassa, com base em cantaria sustentada por mísulas, trabalhadas no mesmo material. Os vãos do térreo são em arco abatido, com bandeiras de ferro trabalhadas, sem decoração, exceto a principal, que recebe o mesmo tratamento das do segundo pavimento. A escadaria de acesso ao pavimento superior merece destaque por seu desenho e corrimãos balaustrados.


 

À frente, calçada de cantaria exibe busto de bronze de Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardière, esculpido por Bibiano Silva.

 

Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Translate to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese

Rating: 4.7/5 (300 votos)




ONLINE
1